segunda-feira, 4 de abril de 2016

Caboclinhos, um caso de especiação.

O material genético e a aparência física de 11 espécies de caboclinhos, pequenas aves de áreas abertas da América do Sul que comem sementes e pertencem ao gênero Sporophila, o mesmo de seu primo curió, contam uma história evolutiva singular, ainda em construção, difícil de ser flagrada. Estudos recentes feitos a partir do sequenciamento de diferentes trechos de seus genomas indicam que oito dessas espécies – justamente as que devem ter se originado há menos tempo e vivem próximas entre si, partilhando, às vezes, um mesmo hábitat – conservam um DNA extremamente parecido, indistinguível para fins de identificação taxonômica. Segmentos do genoma de uma espécie se encontram misturados ao de outra espécie, formando um mosaico molecular.
Ainda assim, os machos de cada espécie apresentam diferenças nítidas em sua morfologia, em especial no padrão de cores e de emissão de sons. “A plumagem e o canto nas aves evoluem de forma mais rápida do que a maioria das diferenças genéticas”, diz Luís Fábio Silveira, curador da seção de Ornitologia do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZ-USP), autor de trabalhos recentes com os caboclinhos ao lado do biólogo evolutivo argentino Leonardo Campagna, que faz estágio de pós-doutorado no Laboratório de Ornitologia da Universidade Cornell, Estados Unidos. Apenas as três espécies mais antigas, o caboclinho-de-peito-castanho (S. castaneiventris), o caboclinho-lindo (S. minuta) e o caboclinho-comum (S. bouvreuil), acumularam diferenças significativas em seu DNA a ponto de os exames moleculares serem capazes de diferenciá-las entre si e das demais.
A dupla de pesquisadores acredita estar diante de um caso complexo de especiação em curso, processo evolutivo em que, a partir da população de uma hipotética espécie ancestral, surgem outras espécies. “Essa é uma história que está em construção há poucos milhões de anos”, afirma Campagna. Por ora, os estudos genéticos e as análises sobre a morfologia e a distribuição geográfica das espécies permitem traçar um cenário aproximado da provável história evolutiva dos caboclinhos da América do Sul. O gênero Sporophila, que literalmente significa comedor de sementes, compreende atualmente 38 espécies. Após a subida do istmo do Panamá, evento geológico que conectou as duas metades do continente uns poucos milhões de anos atrás (as previsões variam de 3 milhões a 12 milhões de anos), exemplares de Sporophila se dispersaram pelas Américas Central e do Norte. Silveira e Campagna trabalharam com um subconjunto de todo o gênero, os chamados caboclinhos do sul, as tais 11 espécies.
Fonte: Leia na íntegra: http://revistapesquisa.fapesp.br/2015/10/14/a-origem-dos-caboclinhos/
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TPM provoca alteração do hálito?

Pensa em saúde da boca e logo vem a sua cabeça que você deve escovar os dentes pelo menos três vezes por dia com pasta, usar fio dental, e ir regularmente ao dentista? Pois é, tudo isso é verdade, mas também podem existir questões que você nem imagina. Alguns fatores fisiológicos podem atrapalhar a boa saúde bucal especialmente das mulheres. Pode ser difícil ver uma conexão, mas a TPM pode aumentar as chances de ter mau hálito em algumas mulheres, explica a dentista Ana Paula Brugnera. "Além da TPM influenciar na produção hormonal, ela é um fator de tensão emocional e estresse. Esse fator diminui o fluxo de salivação, o que propicia o mau hálito. Durante a TPM também cai a imunidade, o que pode aumentar a proliferação de bactérias", afirma.
TPM- definição rápida.
A TPM ou Síndrome pré-menstrual é o período cíclico que precede a menstruação. Nesse intervalo de tempo, podem aparecer sintomas psíquicos e físicos, que geralmente desaparecem no primeiro dia do fluxo menstrual. Em algumas mulheres, a TPM é interrompida somente com o fim do fluxo. A principal causa da TPM é a alteração hormonal feminina durante o período menstrual, que interfere no sistema nervoso central. Parece haver uma conexão entre os hormônios sexuais femininos, as endorfinas (substâncias naturais ligadas à sensação de prazer) e os neurotransmissores, tais como a serotonina. É importante ressaltar que essa síndrome acompanha a menstruação normal da mulher.
. Fontes: http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2015/07/22/curcuma-ajuda-a-limpar-os-dentes-veja-mitos-e-verdades-sobre-a-saude-bucal.htm.
http://www.gineco.com.br/
Foto quadrinho: http://digofreitas.com/

domingo, 13 de março de 2016

Eugenia, uma seleção extrema.

Gr- “eu, bem”, e genos- “geração”. Ramo da Genética Aplicada, foi criada por Francis Galton, em meados de 1880, tinha como principio a procriação entre indivíduos dotados de boas características hereditárias, e condenava o cruzamento entre indivíduos considerados disgênicos ( entre portadores de anomalias e possuidores de características indesejáveis). Defendia medidas restritivas de proibir a reprodução entre possuidores de caracteres deletérios. Estas medidas são classificadas em positivas ( Aconselhamento Genético) e negativas ( Castração). O nazismo defendeu a Eugenia no desenvolvimento de uma raça considerada superior, o que levou a esse ramo da Genética a uma condenação.
Fonte: http://galton.org/ Francis Galton foi um antropólogo, meteorologista, matemático e estatístico inglês. Neto de Erasmus Darwin e Primo de Charles Darwin.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Lagarto que não precisa de sexo.

Desde a década de 1960, cientistas sabem que as fêmeas de algumas espécies de lagartos-cauda-de-chicote do gênero Aspidoscelis precisam tanto de um parceiro macho quanto peixes necessitam de uma bicicleta, ou até menos. Essa espécie do México e do Sudoeste os Estados Unidos, formada exclusivamente por fêmeas, consegue produzir descendentes perfeitos sem o auxílio de fertilização masculina. Mas como essa e outras 70 espécies de vertebrados, que se multiplicam desse modo, conseguem fazer isso sem a monotonia genética e a vulnerabilidade a doenças que muitas vezes resultam da reprodução assexuada? “Isso continua incerto” e “tem sido tema de muita especulação”, relatou uma equipe de pesquisadores que pretendia responder precisamente essa pergunta. Seus resultados foram publicados on-line em 21 de fevereiro no periódico Nature. (A Scientific American integra o Nature Publishing Group). Esses répteis e outras “espécies partenogenéticas são geneticamente isolados”, explica Peter Baumann, pesquisador associado no Instituto Stowers para Pesquisa Médica, em Kansas City, no Missouri, e coautor do estudo. Espécies tão diversas quanto dragões-de-Komodo e tubarões-martelo se produzem assexuadamente se for necessário. Mas outras, como esses pequenos lagartos, não têm escolha. “Eles não podem trocar material genético e essa impossibilidade de intercâmbio gênico é uma grande desvantagem em um meio ambiente mutante”, acrescenta. A menos que um animal seja capaz de recombinar o DNA que já tem, ele produzirá descendentes com um conjunto idêntico de cromossomos, em que qualquer fraqueza genética, como susceptibilidade a doenças ou mutação física, não teria nenhuma chance de ser anulada, ou neutralizada por material gênico externo, de um parceiro.
Para saber mais sobre o Gênero Aspidocelis http://www.californiaherps.com/lizards/pages/a.t.munda.html
Leia na integra http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/o_sexo_e_desnecessario_para_certos_lagartos.html
Fonte. Publicado em Scientific American em 21 de fevereiro de 2010. Loja Segmento

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Vírus da dengue, chikugunya e zika.

Os vírus da dengue, chikungunya e zika são transmitidos pelo mesmo vetor, o Aedes aegypti, e levam a sintomas parecidos, como febre e dores musculares. Mas as doenças têm gravidades diferentes, sendo a dengue a mais perigosa. A dengue, que pode ser provocada por quatro sorotipos diferentes do vírus, é caracterizada por febre repentina, dores musculares, falta de ar e moleza. A forma mais grave da doença é caracterizada por hemorragias e pode levar à morte. O chikungunya caracteriza-se principalmente pelas intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre 10 e 15 dias, mas as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras. Já a febre por zika vírus leva a sintomas que se limitam a no máximo 7 dias e não deixa sequelas. Não há registro de casos de morte provocados pela doença.
O Aedes aegypti pode transmitir mais de uma doença ao mesmo tempo? Segundo estudos conduzidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é possível que um mosquito transmita dengue e chikungunya ao mesmo tempo a um paciente. Ainda não há estudos, porém, que avaliem a possibilidade de o zika vírus ser transmitido simultaneamente aos outros dois vírus.
Quando foi descoberto? O vírus foi identificado pela primeira vez em 1947 em um macaco rhesus na floresta Zika, de Uganda. A partir da década de 1950, foram registradas evidências do zika vírus em humanos em países da África e Ásia. Atualmente, há também registro de circulação esporádica do vírus na Oceania e casos importados foram descritos em países como Canadá, Alemanha, Itália, Japão, Estados Unidos e Austrália.
Leia mais: http://www.combateadengue.com.br/zika-virus-saiba-mais-sobre-transmissao-sintomas-e-tratamento/#ixzz3tIj9jUiE

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O desenvolvimento embrionário e a formação dos tecidos.

As duas células (espermatozoide e óvulo) após a fecundação formam uma célula, o zigoto, que é uma célula diploide ( 2n) (como o mesmo número de cromossomos de qualquer célula somática da espécie). Formado o zigoto este passa a sofrer sucessivas mitoses, processo denominado de clivagem. Uma célula forma duas, as duas formam quatro, as quatro formam oito e assim sucessivamente.
Por volta do sétimo dia (na maioria dos animais) pós-fecundação o que se vê é um amontoado de células envoltas por uma membrana translúcida. Cada célula é chamada de blastômero, sendo células totipotentes (ainda não diferenciadas e com a potencialidade de originar qualquer uma das células do corpo animal), e a membrana envoltória é chamada de zona pelúcida.
Este estágio do embrião por se assemelhar muito a uma amora é chamado de mórula. Os blastômeros sintetizam um líquido, rico em ácido hialurônico, que vai se acumulando dentro do embrião e por volta do oitavo/nono dia forma-se uma pequena cavidade no interior do embrião, a blastocele.
Neste momento o embrião passa a se chamar de blástula ou blastocisto. Posteriormente, a cavidade aumenta e pela expansão interna do embrião a mórula é rompida (blastocisto eclodido). Esta massa celular começa a se dobrar para dentro de si mesma e aí se forma uma cavidade central chamada de gastrocele, neste momento forma-se a gástrula.
Nesta fase é possível identificar os dois primeiros tecidos embrionários – ectoderma e endoderma. O ectoderma é folheto embrionário externo e o endoderma o folheto embrionário interno. Um pouco depois, a partir do endoderma forma-se o folheto médio, chamado de mesoderma.
A partir daí começa haver diferenciação celular e formação dos tecidos animais. O ectoderma o tecido nervoso e alguns epitélios de revestimento; já do mesoderma origina-se a maioria dos tecidos conjuntivos e musculares; do endoderma alguns epitélios de revestimento.
Os tecidos embrionários são três (ectoderma, mesoderma e endoderma) e deles se formam todos os tecidos do corpo animal.
Fonte: www.fea.br, imagem:google.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Robert Hook microscópio e descobertas.

Hooke descobriu células vegetais - mais precisamente, o que Hooke viu foram as paredes das células em tecido de cortiça. Na verdade, foi Hooke que cunhou o termo "células": as células boxlike de cortiça lembrou-lhe das células de um mosteiro. Hooke também relatou ter visto estruturas semelhantes em madeira e em outras plantas. Em 1678, depois de Leeuwenhoek ter escrito para a Royal Society com um relatório da descoberta de "pequenos animais" - bactérias e protozoários - Hooke foi convidado pela Sociedade para confirmar a observação de Leeuwenhoek. Ele fez isso com sucesso, abrindo assim o caminho para a ampla aceitação das descobertas de Leeuwenhoek. Hooke observou que microscópio simples de Leeuwenhoek deu imagens mais nítidas do que o seu microscópio composto, mas considerou que microscópio simples difícil de usar: ele chamou de "ofensiva aos meus olhos" e queixou-se que "muito tensa e enfraqueceu a vista."
Relativamente pouco é conhecido sobre a vida de Robert Hooke. Ele nasceu em 18 de Julho, 1635, em Freshwater, na Ilha de Wight, o filho de um clérigo. Ele estava aparentemente em grande parte educado em casa por seu pai, embora ele também servido um aprendizado para um artista. Ele foi capaz de entrar escola de Westminster com a idade de treze anos, e de lá foi para Oxford, onde alguns dos melhores cientistas em Inglaterra estavam trabalhando no momento.
Um biógrafos, escreveu que "Ele era inquieto, Genius incansável ativo mesmo quase até o fim." Ele morreu em Londres, em 03 de março de 1703.
A reputação de Hooke na história da biologia repousa em grande parte sobre seu livro Micrographia, publicado em 1665. Hooke inventou o sistema de microscópio composto e com iluminação, um dos melhores microscópios de seu tempo, e é usado em suas manifestações nas reuniões da Sociedade Real Com isso, ele observou organismos tão diversos como insetos,esponjas,briozoários,foraminífeross e pássaros. Micrographia era um registro preciso e detalhado de suas observações, ilustrada com desenhos magníficos, como a pulga mostrado acima, que Hooke descreveu com desenho magnífico.
Talvez sua mais famosa observação microscópica era seu estudo de fatias finas de cortiça, descrito acima, à direita. Em "Observação XVIII" do Micrographia, ele escreveu: . . . Eu poderia muito claramente percebe que ele seja todo perfurado e poroso, bem como um favo de mel, mas que os poros da não fosse regular. . . . estes poros ou células,. . . eram de fato os primeiros poros microscópicos que eu já vi, e talvez, que nunca foram vistos, pois não havia se encontrado com qualquer escritor ou Pessoa, que tinha feito qualquer menção a eles antes. .
Fonte:http://www.ucmp.berkeley.edu/history/hooke.html